sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Cães não são capazes de sentir vergonha, diz estudo

EUA - Não importa o tamanho da responsabilidade que seu cão pode após comer seus chinelos: ele não estará sentindo vergonha alguma. Segundo cientistas, os cachorros não são capazes de sentir culpa. Quando abaixam a cabeça ou puxam o ouvido para trás, eles estão, na verdade, reagindo à sua gritaria, não ao dano causado.
- Cabe ao donos dos cães não colocarem a tentação no caminho deles numa próxima vez - disse Bonnie Beaver, professor da "University's College of Veterinary Medicine" e diretor executivo do "American College of Veterinary Behaviorists" em entrevista à Associated Press.
Pesquisadores examinaram a razão pela qual os cães parecem tão tristes após um mau comportamento. Eles foram deixados sozinhos em uma sala com algum alimento que seus proprietários os haviam proibido de comer. Alguns cães devoraram, enquanto outros resistiram. No entanto, em todos os casos, o olhar de culpa foi associado às ações do proprietário.
Essa descoberta não impede o crescimento de sites que exibem a "vergonha" e a timidez de cães após algum mal feito, como o "DogShaming.com" e o "ShameYourPet.com". Muitas das imagens divulgadas nestes portais mostram cachorros rodeado pelos "restos" de seus crimes.

Ler para cães fortalece confiança de crianças tímidas

Em uma biblioteca da Estônia, as crianças leem em voz alta para os cães, uma ideia que incentiva a leitura e fortalece sua confiança em si mesmas.
"Para as crianças que têm problemas com a leitura ou que não têm confiança em si mesmas, não há terapia melhor que praticar a leitura em voz alta para um cachorro", explica à AFP Ewa Roots, responsável por este projeto educacional.
Tentel, o galgo afegão, Elli, o golden retriever, e Leero, o terra-nova, levantam as orelhas e olham fixamente para as crianças que leem para eles nesta biblioteca da cidade de Tartu (leste) durante uma destas sessões mensais.
"Os cachorros são ouvintes tranquilos e, diferentemente de outras crianças ou dos adultos, nunca farão críticas quando uma criança cometer erros na leitura", declarou Ewa Roots.
"As sessões de leitura com os cachorros ajudam as crianças a ter mais confiança em si mesmas e a se expressar mais livremente", acrescentou.
Este projeto educacional inovador, lançado em fevereiro, é gratuito e está aberto a todas as crianças que quiserem participar.
Muitas têm entre cinco e seis anos, mas também há crianças de dez.
Os organizadores deste projeto as encorajam a participar de oito a dez sessões de leitura de meia hora com seus novos amigos de quatro patas.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Cão doente e abandonado em condominio



Como ele chegou até nós ninguém sabe, alguns dizem que deve ter sido abandonado a noite, hoje em dia com tantas câmeras espalhadas por aí ninguém quer correr o risco de deixar um animal por aí e ir embora e passar pelo constrangimento de ver sua cara estampada nas rede sociais por abandono de incapaz, isto é muito caro. Talvez por isto que ele não foi embora, quem sabe tem no coração uma dorzinha e uma luz de poder voltar pra casa.
Uma semana já se passou desde que ele apareceu por lá, de inicio não foi percebido por quase ninguém, dava trabalho somente para os funcionários da portaria que o enxotava de lá com insistência quase todos os dias, a mesma insistência que o fazia voltar. Talvez com esperança de um encontro com seu dono, que o deixou por ali. Assim ele não podia ir embora, corria-se o risco de nunca mais voltar para casa, caso o seu dono entende-se de buscá-lo, às vezes acontece das pessoas por arrependimento retornar e dá uma nova chance ao animalzinho abandonado.
A esperança é a última gota d´água em qualquer circunstancia, até mesmo para um cachorro doente abandonado por ignorância e pobreza da alma do seu dono.
Dê inicio foi visto a queda dos pelos, o couro quase despelado, com bolhas brancas pululando em toda parte, o corpo magro, aparente desnutrição, o dorso arqueado, o rabo tenso e reto em claro sinal de sofrimento e medo, feridas sangrentas pelas laterais, mesmo com tudo isto ele se mostrava dócil, brincalhão, ignorava a dor, quem sabe assim, faceiro, alegre, amigo de todos conseguiria sobreviver já que a morte era tão sua presente companheira.
Pois foi assim que conquistou alguns amigos, ganhou comida, água e remédio, rapidamente mudou o visual, sem tantas mazelas visíveis, de barriga cheia e corpo hidratado, sem bolhas purulentas e demonstrando saudável ele continuava pulando pra lá e pra cá virou a alegria das crianças.

Mas e o seu destino? Seu dono não voltou e possivelmente nunca mais passe por ali, de rumo incerto algumas pessoas querem que ele vá embora, mas não sabem que ele não tem para onde ir. Um cão pode atrair outros problemas, pensando assim algumas pessoas perseguem a ideia de enxotá-lo, de proibir que outros o alimentem, derramam as vasilhas de água, quem sabe assim ele vai embora.
Quando eu era criança os animais indesejados eram enxotados, jogam pedras, água, galhos, chutavam, batiam, gritavam, xingavam e escarreravam, tudo pra se livrar do infeliz. Hoje em dia continua tudo igual, com uma leve, mas muito levezinha diferença: Surgiram as ONGS protetoras dos animais, que gritam, alertam e fazem campanhas contra os maus-tratos, melhorou um pouquinho com a ajuda das redes sociais tudo é vigiado, filmado e delatado pra todo mundo via wwweb.
O movimento é tão forte que alguns políticos encabeçaram projetos que deram vida a hospitais veterinários, permissão de transporte de animais pela rede de transporte público.
O ponto decisivo da ação das políticas públicas neste sentido está voltado para a castração e vacinação em massa através de parceiras com clinicas particulares credencias. Grande avanço na humanização das pessoas no trato com seus animais de estimação. Talvez por isto que o nosso cão hospede ganhou uma sobrevida, o futuro dele ninguém sabe enquanto isto vai ficando...

Projeto libera animais de estimação em ônibus e metrô

Publicado nesta quarta-feira (19/2), no Diário Oficial, o Projeto de Lei (PL) 39/2014 propõe liberar a entrada de animais de pequeno porte no sistema de transporte público da cidade. Atualmente, a não ser em algumas exceções – como no caso de cães-guia – a entrada dos bichos é proibida tanto nos ônibus quanto nos trens do Metrô e da CPTM.
De autoria do vereador Paulo Frange (PTB), o PL permite que os usuários levem consigo animais de até 10 kg, exceto de segunda a sexta, das 6h às 9h e das 16h às 19h. Fora desses horários, cada ônibus ou vagão poderá levar até dois bichos ao mesmo tempo.
Na justificativa do projeto, Frange afirma que “a proposta beneficia, sobretudo, a população de baixa renda, que muitas vezes não tem condições financeiras de ter um carro particular ou de pagar um táxi para chegar a um posto de vacinação ou até mesmo a um veterinário”.
Mas os donos precisarão seguir algumas regras: acondicionar o animal em caixas de transporte, apresentar a carteira de vacinação, o registro geral do animal (RGA) e a plaqueta de identificação antes de embarcar. A entrada dos bichos também será cobrada como a de um usuário normal. Quem desrespeitar alguma dessas determinações estará sujeito a uma multa de R$ 200.
(19/02/2014 – 18h27)

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Banhos de piscina e mar podem causar problemas aos ouvidos dos cachorros


Cães com orelhas em pé ou muito caídas correm mais riscos de desenvolver doenças

Mariana Fabrício - Diario de Pernambuco
Publicação: 03/02/2014 13:59 Atualização:

O cão Ben-Hur passou mais de um mês se tratando de uma otite, por conta dos banhos de piscina. Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A Press
O cão Ben-Hur passou mais de um mês se tratando de uma otite, por conta dos banhos de piscina. Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A Press

Na estação mais quente do ano os tutores procuram diminuir o calor dos animais frequentando praia, piscina ou aumentando a quantidade de banhos. No entanto, o contato direto com a água, seja por diversão ou higiene, exige alguns cuidados para evitar problemas nos ouvidos. O aumento da umidade nessa região do corpo pode causar inflamações e infecções e por isso exige atenção. 

Dependendo da raça e, principalmente, do tipo das orelhas do cão, a ocorrência de doenças pode ser mais frequente. As que são pêndulas ou caídas apresentam uma tendência para contrair fungos e bactérias nos ouvidos. "Isso porque circula pouco ar na região e suja com mais frequência, em razão do contato mais fácil com o chão, água e alimento", esclarece a veterinária e professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Roseana Diniz.

As orelhas longas e com bastante pelo também são mais difíceis de limpar, o que pode trazer prejuízo à saúde do animal. Os principais sintomas apresentados são sacudido de cabeça, dor e coceira, seja com as patas, em paredes ou no chão.

O cão sem raça definida Ben-Hur, de 11 anos, passou um mês se tratando de otite, uma das doenças de ouvido mais frequentes entre os cães. O tutor dele, o advogado Rafael Moraes, 30, conta que percebeu o problema pelo excesso de coceira e aparecimento de secreção e calo de sangue. 

Para ele, o banho de piscina pode ter sido a causa do problema. “Na época que ele teve eu morava em uma casa com piscina e ele frequentava, então pode ser entrado água no ouvido. Ele coçava tanto que às vezes chegava a chorar com dor. Quando foi dado o diagnóstico foi preciso recorrer a três tipos de medicamentos durante um bom tempo”, conta.

Além da medicação, duas vezes por dia era necessário higienizar. Apesar do cuidado, pouco tempo depois a otite atingiu o outro ouvido e foi necessário novo tratamento. Rafael conta que, até então, nunca havia dado muita atenção aos cuidados com os ouvidos de seus cães. “Não me preocupava muito com a limpeza do ouvido deles. Só olhava para ver se tinha carrapato. Mas, depois disso, aprendi e hoje tomo as devidas precauções”, afirma.

Orelha em pé
Já entre os cães com orelha em pé, o risco é a facilidade do contágio, já que o tipo de otite mais frequente é por ácaros. O sintoma é o surgimento de secreções escuras parecidas com borra de café. Mas independentemente da raça, a forma mais eficaz de prevenir é fazendo a higienização correta. Segundo a veterinária, é importante evitar o uso de objetos pontiagudos. “O ideal é utilizar algodão parafinado para retirar as secreções externas sem o uso de líquido, pois existe uma oleosidade natural que facilita a retirada”, explica.

Durante o banho o indicado é manter a proteção com algodão para evitar o contato com a água. Para frequentar praia ou piscinas com segurança existem equipamentos adequados que ajudam a proteger e evitar o excesso de umidade. Caso o animal já apresente problema de ouvido a higiene deve ser adequada, mas depende de cada caso e o mais indicado é procurar um médico veterinário.

Casos de leishmaniose em animais crescem durante o verão


Doença pode ser transmitida para humanos através de picada de mosquito

Myrela Moura - Diario de Pernambuco
Publicação: 18/02/2014 18:32 Atualização: 18/02/2014 18:38

O corretor José Lauryston costuma passar spray repelente nos cachorros ao ir para a praia. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press
O corretor José Lauryston costuma passar spray repelente nos cachorros ao ir para a praia. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

No período do carnaval muitas pessoas costumam fugir da folia e relaxar viajando para a praia. Para quem tem cachorros de estimação é preciso um cuidado a mais por conta da leishmaniose.  A doença, provocada por um protozoário, é transmitida por um mosquito chamado popularmente de “mosquito palha”, que é encontrado principalmente nas áreas do litoral. A leishmaniose é considerada uma zoonose, mas só passa do cachorro para o humano quando o mosquito pica o animal e depois o homem. 

De acordo com o veterinário Rogério de Holanda, o Brasil está tomado pela leishmania.  “Na praia de Tamandaré, no ano passado, 98% dos cachorros de rua estavam infectados e o protocolo de prevenção para esses casos estimulado pelas autoridades é o mesmo para a raiva, por meio da eutanásia animal”, disse o  veterinário. “Falta interesse para uma outra solução, já que uma vez iniciado o tratamento os riscos de contaminação para os humanos são mínimos”, lamentou.

Os principais sintomas da doença nos cães são um maior crescimento das unhas, lesões em pontos das orelhas, lesões cutâneas e emagrecimento. Nos humanos, as primeiras características são lesões ulcerativas externas. Sem o tratamento correto a leishmaniose pode levar à morte. Não existe raça mais propícia a ter a doença, o risco é por igual e a melhor solução para combater é a prevenção. “ A vacina é obrigatória para quem mora em região de praia”, explicou o veterinário. 

As vacinas são divididas em três doses a cada 21 dias e uma anualmente que garantem a imunidade, mas antes disso é preciso se certificar que o animal não já esteja infectado. A prevenção da doença também é feita a partir de sprays antiparasitários, coleiras específicas, repelentes na pele e no ambiente. Existem os chamados testes rápidos que são feitos no consultório que indicam se existe ou não a presença do protozoário, mas a confirmação da doença é feita por exames de sangue e medulares. Uma vez detectada, o tratamento é permanente e a palavra cura é considerada complexa, mas os medicamentos retiram a forma infectante da pele.

O corretor de seguros José Lauryston dono de dois cachorrinhos da raça yorkshire – Pierre de seis anos e Brad, quatro anos – costuma tomar cuidados quando leva os animais para passear. “Quando vou para algum local com muito mato, ou até na praia, sempre passo antes o spray repelente neles”, disse o corretor. 

Questão judicial – Uma portaria conjunta dos ministérios feita em 2008 proibia o tratamento da leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados, além de prever punições de caráter ético-profissional a médicos veterinários. Em janeiro de 2013 o Tribunal Regional Federal reconheceu a ilegalidade da portaria e possibilitou que os donos de animais diagnosticados com leishmaniose optem pelo tratamento dos animais, inclusive com medicamentos de uso humano, ou autorizem a eutanásia dos animais.

População em Salvador tem problemas para enterrar seus animais de estimação

por

Maíra Côrtes
Publicada em 19/02/2014 06:10:03


É comum passar por uma vala, um lixão ou mesmo um terreno baldio na capital baiana e encontrar animal morto, que pode ser um cão, gato, pássaro ou qualquer outro. Os bichos domesticados, considerados de estimação, quando morrem, muitas vezes são jogados em locais como esses, principalmente porque em Salvador ainda não há um local apropriado para o serviço de enterro ou cremação de animais.
O jornalista Lucas Leal, teve que providenciar o enterro do próprio cãozinho. Ele disse que até procurou algum lugar em Salvador onde ele pudesse dar um destino adequado ao animal, mas percebeu que o serviço é inexistente. A solução foi ele mesmo fazer a cova de “Francisca”, cavando um buraco no fundo do prédio onde mora.
“Cobri o corpo dela com um lençol, coloquei numa caixa, cavei um buraco e enterrei. Foi muito dolorido eu ter que fazer isso. Ela era muito querida”, lembra Lucas. Assim como ele, milhares de donos de animais de estimação também não sabem o que fazer em casos como esse. No diâmetro de Salvador e Região Metropolitana, a clínica mais próxima que realiza cremação é a Bye Bye Pet, que fica em Lauro de Freitas.
O preço do serviço depende do tamanho do animal, sendo cobrado a partir de R$ 200. “Colocamos o corpo do bichinho em um equipamento de alta temperatura e ao longo de algumas horas ele é incinerado”, explica o veterinário Bruno Lopes. Na clínica são realizadas, em média, 40 cremações por mês de bichos como cães, gatos, coelho, papagaio, entre outros de pequeno porte.
Dentre as formas de descarte de animais, essa é a mais adequada “por não deixar resíduo nem contaminar o meio ambiente”, ressalta a médica veterinária Taís Silva.
O assunto rendeu um Projeto de Lei que tramita na Câmara de Vereadores de Salvador, de autoria do vereador e Marcell Moraes (PV). De acordo com o vereador, o projeto tem duas vertentes: oferecer um enterro digno ao animal e tratar o assunto como sendo de saúde pública. “Minha ideia é que seja permitido ao animal ser enterrado junto com o seu dono em cemitérios privados e que seja criado um cemitério público para as pessoas que não têm condições de mandar cremar o seu bichinho”, explicou. Marcell Moraes informou ainda que o projeto deva ser votado na próxima semana, antes do Carnaval. “Se aprovado, esse será o primeiro cemitério canino do Nordeste”, completou. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Cadela é agredida a pauladas pela dona em Cajazeiras

Seg , 17/02/2014 às 18:17 | Atualizado em: 17/02/2014 às 18:32

Alan Tiago Alves

  • Divulgação | ONG Célula Mãe
    Animal foi encontrado com escoriações no pescoço e hematomas na cabeça
Uma cadela ficou gravemente ferida após ser espancada a pauladas pela própria dona no bairro de Cajazeiras, em Salvador, no último final de semana.
Vizinhos informaram que a agressora foi uma mulher identificada como Jeane Brito Silva. O animal foi resgatado, após denúncias, por voluntários da ONG Célula Mãe, no sábado, 15, e levado para uma clínica veterinária em Vila de Abrantes, no município de Camaçari, onde está internada.
Segundo a presidente da organização não-governamental, Janaína Rios, vizinhos informaram que a cadela estava no cio e foi agredida porque a dona estava irritada com o barulho que o animal fazia.
"Além disso, a mulher estava incomodada com a quantidade de cachorros que se aglomerava na porta da casa dela por causa da cadela", disse Janaína.
Ainda conforme relataram os vizinhos, as agressões teriam acontecido na noite de sexta, 14, para sábado. "Recebemos a denúncia e, quando chegamos ao local, encontramos a cadela com escoriações no pescoço e hematomas na cabeça".
"O animal apresentava sangramento pela boca e pelos olhos e estava escondida no fundo do quintal", disse Janaína, ressaltando que a dona da casa não quis receber os voluntários.
Ainda segundo a presidente da ONG, moradores da localidade também informaram que a mulher já havia matado um cachorro a golpes de facão. "Isso foi os vizinhos que disseram, mas a gente não conseguiu comprovar. Se isso é verdade, a gente não sabe", disse.
A cadela agredida, conforme Janaína, tem entre dois e três anos de idade e é de raça indefinida. O animal, segundo a voluntária, está reagindo bem ao tratamento.
"A clínica em Abrantes foi o único lugar onde conseguimos internar a cadela. Foi difícil encontrar um lugar, porque internar custa muito caro. Agora, esperamos que ela sobreviva".
A ONG Célula Mãe prestou queixa na 13ª Delegacia Territorial (DT) de Cajazeiras, que está investigando o caso.
A dona da cadela poderá responder criminalmente por abuso e maus tratos ao animal doméstico, cuja pena varia de três meses a um ano de prisão e multa, conforme o artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/98. Em caso de morte do animal, a pena é aumentada em um terço.
Doações
A ONG Célula Mãe disponibiliza uma conta, no Banco do Brasil, para arrecadar doações para ajudar com os custos do internamento da cadela. Quem quiser ajudar pode depositar qualquer valor na agência bancária 2798-7, conta corrente 29494-2.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

ONG cria casas para cães comunitários em Maringá


Arquivo pessoal / Nina foi o primeiro animal comunitário a receber uma casinha custeada pelo Inos  
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1425397De uns dias para cá, quem passa pela Rodoviária de Maringá se depara com uma casinha de madeira instalada logo na entrada. Em cima da “residência”, uma placa indica quem é a dona daquele espaço: a cadela Nina. A “vira-lata” foi o primeiro animal comunitário da cidade a receber um “lar doce lar”, custeado pela ONG Instituto Olhar Suficiente (Inos).



Segundo a presidente da ONG, Maria Helena Biff, o projeto surgiu a partir de uma lei estadual sancionada no início deste ano pelo governador Beto Richa (PSDB) e que institucionaliza a figura do animal comunitário – cães e gatos que vivem nas ruas, mas que recebem alimento e carinho dos moradores. A proposta, de autoria do deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB), prevê a identificação desses bichos, além da criação de programas de esterilização, ações preventivas contra o abandono e campanhas de incentivo à guarda responsável.
“A Nina é um animal que vive na rodoviária há pelo menos seis anos e que criou um vínculo não só com aquele espaço, mas com a comunidade do local, que cuida dela. Então apresentamos esta ideia de criar um lugar adequado pra ela ficar. A proposta foi bem recebida pelo Ministério Público [MP] e pelo Município”, explicou Maria Helena.

Para a Nina ser reconhecida oficialmente como um animal comunitário, ela precisou ser vacinada, esterilizada e registrada pela ONG, que encomendou a casa. Feita com madeira de alta durabilidade, normalmente utilizada na construção civil, a casinha da cadelinha custou R$ 420.

A “residência” foi inaugurada no fim de outubro e contou com a presença de alunos de escolas de Maringá, que colaram adesivos no local. "Também queremos estimular a sensibilização das pessoas em relação aos animais. Muita gente que passa pela rodoviária tem visitado a Nina. A casinha virou um ‘point’ nos fins de semana”, ressaltou a presidente da Inos.
Espaço virou “patrimônio” da rodoviária

De acordo com o diretor da Secretaria Municipal de Recursos Materiais, Abastecimento e Logística (Semat), Sérgio Boter, a casinha virou uma espécie de patrimônio para a rodoviária. Ele disse que, quando foi procurado pela ONG, achou a ideia interessante e não se opôs à instalação. “Cedemos o espaço, eles [ONG] cuidaram de toda a estrutura. Mas somos nós [da rodoviária] que zelamos pela ordem. O cuidado é feito juntamente com a vigilância de todo o terminal.”

Segunda casa será instalada no Terminal Urbano

O próximo animal comunitário a receber uma casa será o cão Noinha, que há cerca de dez anos vive perambulando pelo Terminal Urbano de Maringá. De acordo com Maria Helena, a instalação deve ocorrer nas próximas semanas, com o início do projeto Natal Bom pra Cachorro. Na ocasião, as casinhas dele e de Nina receberão enfeites natalinos e a comunidade será orientada a como tratar corretamente os animais.

“Já recebemos contatos de pessoas de Maringá e de outras cidades interessadas no projeto. Queremos que a sociedade siga o exemplo e que também tome a iniciativa de cuidar desses animais”, explicou a presidente da ONG, que também cuida de 23 animais em um abrigo.

Prefeitura vai cuidar dos cães que vivem nos terminais de Curitiba
Neste ano, os cães de rua que vivem nos terminais de ônibus de Curitiba passaram a receber cuidados da Rede de Proteção Animal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA). O projeto Cães Comunitários, realizado em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná (FAP), vai identificar, castrar, vacinar, monitorar e manter os animais que estão espalhados nos 22 terminais na capital. A estimativa do projeto é que sejam cadastrados, em média, dois cães por terminal, o que totalizaria aproximadamente 50 cães cuidados pela Rede de Proteção Animal.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Cães vadios ocupam ruas do Pelourinho


Por Rayllanna Lima
Publicada em 10/02/2014 06:30:00http://www.tribunadabahia.com.br/2014/02/10/caes-vadios-ocupam-ruas-do-pelourinho

É comum ver cachorros dispersos nas ruas da capital baiana. Mas, no Centro Histórico de Salvador, uma grande quantidade de cães soltos, nas áreas do Pelourinho e Praça da Sé, vem preocupando comerciantes, moradores e turistas. Os animais fazem as necessidades fisiológicas nas ruas e praças, deixando o ambiente sujo. Também já houve casos em que cães avançaram em pessoas.
Comerciantes afirmam que os cachorros circulam pelo Centro Histórico diariamente. O vendedor ambulante Cézar Rodrigues, de 54 anos, contou que a situação é antiga e enfeia a cidade. “Todo dia é a mesma coisa. Já ouvi várias pessoas reclamando. O turista se afasta quando vê o animal se coçando”, informou.
De acordo com o comerciante Sérgio Teixeira, 43, quando há alguma cadela no cio, surge uma matilha de cachorros agressivos, que acabam brigando entre si, além de perseguir pessoas que passam por perto.
“Se o cachorro cismar com a pessoa, ele vai atrás. Por várias vezes vi senhoras sendo atacadas pelos cachorros. Chegam a jogar a bolsa neles para se defender. A situação é absurda. Principalmente por se tratar de um cartão-postal da cidade, onde circulam várias pessoas e turistas”, alertou o vendedor.
De acordo com informações do tenente coronel Valter Menezes, dias atrás, um homem quase foi mordido e por pouco não caiu dentro da fonte luminosa da Praça da Sé. Segundo ele, no dia do ocorrido, cerca de dezesseis cães estavam brigando por uma cadela que estava no cio.
Turistas que estavam passando pelo local reclamaram da situação. “Sempre vejo algum cachorro quando venho ao Pelourinho com alguns amigos. Eles não são cuidados, fica feio para um ponto histórico. Deveriam ser levados para alguma instituição”, aconselhou a pernambucana Fernanda Vieira, 28.
A carioca Julia Rodrigues admite que evita passar por determinados lugares, com receio dos animais. “Tenho dó e medo do cão, ao mesmo tempo. Mas evito passar perto. Já tive que correr de um cachorro e fiquei traumatizada. Prefiro evitar”, desabafou.