sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cachorro também tem cólicas

Ontem cheguei em casa de volta do serviço, quê dia quente, 34º, que calor! Mas antes porem parei no salão da LOI, arrumei unhas e sobrancelhas para a passagem de ano, duas horas depois finalmente lar doce lar. NIna e Magg fizeram a festa, elas sempre demonstram muita alegria quando entro em casa. A Nina me recebe com mordidinhas nas mãos enquanto a Magg com latidos me cobrando atenção. me olha lá de baixo, recolhe as orelhas pontudas e faz aquela carinha irresistível tipo me pega no colo.
Ontem porem foi um pouco diferente, a Magg estava um pouco quieta. Peguei as guias e como sempre, assim é a minha rotina, desci levando ambas para o merecido passeio depois de horas em casa. A Nina não demorou muito despachou tudo que erá sólido que tinha por dentro, já a Magg apenas líquidos,observei meio com preguiça que a Magg tinha um ligeira elevação no dorso, andava com as costas arqueadas mas não dei importância, estava também muito cansada e minutos depois voltamos e adentramos. A Nina logo sumiu em instantes para o seu cantinho favorito em dias de calor: embaixo da minha cama. Então dei uma rápida geral na casa, recolhi o lixo e desci com a Magg na minha sombra, ela não desgruda de mim, joguei o lixo na lixeira, dei uma olhada nos enfeites do natal, arrumei um dos piscas que não estava piscando. Foi aí que percebi mais nitidamente que havia algo de errado com a Magg, ela começou a se contorcer na grama, queria se soltar da coleira. Puxei e vi que ela estava com dor, pois me olhava assustada e se debatendo, sentei-me no chão e puxei-a para o meu colo, procurei algum sinal de picada de bichos, pois é comum abelhas nesta época do ano, também procurei algum marca de briga entre ela e a Nina, bobagem da minha cabeça, pois se a Nina pega a Magg sem eu estar presente, acho que não sobra nada de vivo pra resgatar, coitada, ela choramingava, . Aparentemente ela estava ok por fora, era alguma coisa dentro dela, então vi que o corpo estava todo duro, apresentava rigidez nos movimentos, as patas também se movimentavam lentamente, parecia mancar e  tinha lágrimas nos seus olhinhos esbugalhados. Me assustei! E agora?! Já se passava das 21:00! A onde eu iria conseguir veterinário a essa altura do campeonato, praticamente fim de ano, todo mundo viajando? Liguei para o vet 24 horas que sempre nos atendia. Nada. Procurei outros telefones. Nada. O jeito foi mante-la em observação em casa mesmo. Ela se encolheu no sofá e ficou bem quietinha, durante a noite de vez em quando eu me levantava pra espiar e lá estava a bichinha com suas orelhas em pé, despertava toda vez que eu aparecia e voltava a se encolher.
O dia raiou com um sol que prometia escaldar a cabeças e carecas.Ah Deus! Quando o dia amanhece assim com céu de brigadeiro, fico preocupada com os bichos da cidade que não vão encontrar água tão facilmente. Já era difícil antes e ficou quase impossível agora encontrar poças de águas, fontes e etc, depois de implementado os programas de combate a DENGUE que proibiu qualquer acumulo de água parada. E o ecossistema como é que fica? Os pássaros, cães, gatos e outros bichos que vive nas áreas urbanas?Como viabilizar pequenas fontes de água potável nos parques e áreas verdes ?Pois com estas preocupações partimos logo cedo para o vet 24. Lá estava o Dr Douglas de Plantão.
Ele sempre alegre foi logo  informando que nesta época do ano é comum as consultas por causa das festas. Examinou e confirmou que a Magg estava dura, estava com cólicas, aplicou-lhe dois medicamentos via intravenosa e nos mandou pra casa com receita de remédio pra dor e um laxante. A conta não ficou barata, mas a vira-lata voltou medicada e com uma leve melhora, pois logo quis me morder quando fui limpar seus olhos esbugalhados e quando tentei apalpar sua barriguinha inchada. Danada! Ela come de tudo em casa e ainda cata do chão. Agora vou cuidar pra evitar que a Magg pegue coisas nas ruas. Que ironia !Esta vira-lata estava quase morta quando a recohi, agora que come do bom e do melhor me faz este papelão de visitas ao vet em época de festas de fim ano com cólicas só porque comeu porcarias de chocolate ou qualquer coisa gordurosa. Opss, será que foi a empadinha de queijo? Xiiiiii

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Fogos de artifício causam transtornos para os cães; saiba por que e como lidar







Fogos de artifício causam transtornos para os cães; saiba por que e como lidar
A hora da virada pode ser muito estressante para o seu animal de estimação
Camila Queiroz (camila.queiroz@redebahia.com.br)publicidade
Com a chegada do Réveillon, quem tem cachorro em casa sabe que esta festa pode ser estressante para seu animal de estimação. Os fogos de artifício, que marcam principalmente a tão esperada virada de ano, causam transtornos para os cães, que, no mínimo, tomam um grande susto.
"Nessa época de festas, os cães, por ter um nível de audição altíssimo - alguns autores dizem que o cão pode ouvir mais de 20 vezes mais do que o homem - eles sofrem muito mais", explica o médico veterinário Gilton Marques. Para minimizar esse estresse durante os fogos de artifício, o correto, segundo ele, é que o cão venha tomando semanalmente, desde meados ou final de novembro, produtos homeopáticos ou calmantes alopáticos específicos da área veterinária.
Gilton explica que, normalmente, os produtos para minimizar o estresse não funcionam quando utilizados no momento da viagem da família ou do evento dos fogos de fim de ano. "Exatamente porque precisa de uma certa quantidade, principalmente do triptofano, que dá o maior nível de conforto ao animal, em quantidade sendo feita semanalmente para prepará-lo para o momento da crise", explica o médico veterinário. Ou seja, para quem não se preparou com antecedência, fica a dica para o próximo ano. 

De acordo com dr. Gilton, existem alguns remédios, como a acepromazina, que é vendido através de receita veterinária nos pet shops e que é utilizado como tranquilizante. "Só que nesse momento aí você vai ter um animal literalmente tranquilizado, um pouco desconectado do ambiente da família. Ele não chega a ficar anestesiado, mas ele fica meio, vamos dizer assim, dopado, para interagir menos", ressalta. O médico veterinário afirma que, no caso de animais que tenham epilepsia ou problemas cardíacos de família, por exemplo, "é interessante fazer [dar esses remédios] ou, quando não, isolar esse animal em um ambiente acústico ou que tenha uma menor frequência de som dos fogos de artifício e outras coisas mais".
Fonte:Fogos-de-artificio-causam-transtornos-para-os-caes-saiba-por-que-e-como-lidar/?cHash=6af82a756e2ee9cba56414e996db34ac

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Em Salvador-Ba. Ônibus adaptado oferece castração gratuita para cães e gatos

Foto de Priscila Machado
Um ônibus adaptado vai fornecer castração gratuita para animais de rua e de donos que não tenham condições de pagar pelo procedimento na capital baiana.
O ônibus, batizado de Castramóvel, é equipado com cinco mesas de cirurgia, climatização e pias para lavatório.
A ação é fruto do primeiro projeto de indicação da Câmara Municipal, sugerido pela vereadora Ana Rita Tavares. O PIN nº 001/2013 foi acatado pelo prefeito ACM Neto em abril. A previsão é que os primeiros atendimentos sejam realizados em este mês.
O ônibus que, segundo a vereadora, estava inutilizado no pátio da gestão municipal, contará com uma equipe formada por 12 pessoas e coordenada pelo veterinário Augusto Angelin.   
"A reprodução indiscriminada é um problema que merece atenção, pois resulta em  abandonos, maus tratos, e zoonoses. Até o turismo pode melhorar, na medida em que as ruas ficam mais limpas e organizadas", diz.
Estima-se que mais de 200 mil cães e gatos vivem nas ruas, em Salvador. O descontrole populacional desses animais possibilita a proliferação e a transmissão de doenças, além da prática de maus-tratos.
Procedimento
A previsão é que o primeiro bairro a receber o Castramóvel seja o Nordeste de Amaralina. "A escolha foi feita em função da organização do distrito. Precisamos de suportes, como reservatório de água e banheiros. E nesse sentido, o bairro é organizado", explica.
Para a realização da cirurgia, serão exigidos o RG e o comprovante de residência.
Protetores de animais também poderão contar com o atendimento. O ônibus vai ficar estacionado por um período de 30 a 60 dias, em cada bairro. Diariamente, 30 animais devem ser atendidos.
A equipe ainda estuda uma forma de viabilizar o processo pós-operatório. A proposta é que o procedimento seja feito em parceria com ONGs de proteção animal, em uma das instalações do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
O projeto também prevê um trabalho educativo com distribuição de panfletos e exibição de filmes.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Ela voltou!

Não! Não! e Não!
Desde o começo eu sabia que não poderia ficar com aquela cadelinha.
Recolhi da rua, cuidei da sua fome e sede, levei-a ao médico, mas sempre com o pensamento de não ficar com ela. Mas no fundo bem que eu queria ficar.
Que nada! Não posso!
Pensava que duas cadelas tão diferentes em proporções não dava pra mim. Uma iria engoli a outra e não foi por falta de avisos.
Então, coloquei em sites, no Facebook e até no mural de aviso do condomínio. quem sabe ela encontraria um lar perfeito: Sem crianças, sem pessoas idosas e principalmente sem outra cadela, só assim ela reinaria, dona de tudo. Bem era isto que eu achava que ela merecia. Tão espevitada, tão alegre, tão cheia de energia, tão brava, mas a danada tinha um jeito todo especial de cativar as pessoas.
Quando ela finalmente foi embora, todos no condomínio perguntavam por ela e ficavam tristes e me deixavam mais triste ainda.
Quem diria! Lá estava eu toda saudosa, afinal foram três meses, 24 horas com esta vira-lata dentro da minha casa, vira-lata modo de dizer, ela não passa de 3 kg tem uma cara de yorkshire e um corpo paulistinha.
Sabendo que a acomodação dela no novo lar estava muito difícil, liguei e pedi de volta. Pronto! ela chegou e tudo vai começar.
Estou feliz!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Grupo de proteção aos animais vacina cães e gatos no município de Amargosa-Bahia

A imunização vai se repetir nos próximos dias
A cidade de Amargosa, a 235 km de Salvador, viveu um final de semana dedicado à defesa dos animais. Na sexta-feira (22), o Grupo de Amigos e Protetores dos Animais de Amargosa (Grampa) realizou o seminário “Os animais e o poder público – direitos e deveres” que teve como principal palestrante a advogada, ativista e vereadora na capital, Ana Rita Tavares (Pros). No sábado, com apoio da vereadora, mais de 100 animais, entre cães e gatos, foram imunizados contra diversos tipos de doenças num mutirão de vacinação antiviral.
Integrante do Grampa, o servidor público Daniel Quadros lamentou a ausência de autoridades da prefeitura no seminário, realizado na Câmara Municipal. “Convidamos a prefeita, que não compareceu nem enviou o vice-prefeito. Nosso objetivo era justamente fazer com que Ana Rita explicasse a eles quais são os deveres do poder público com relação aos animais”, explica Quadros. “Somos um grupo de protetores e ainda não nos tornamos ONG justamente para que o poder executivo não transfira suas responsabilidades para nós”, completa o ativista.
Animais imunizados - No sábado, 118 animais, entre cães e gatos, foram imunizados contra diversas doenças, no primeiro mutirão de vacinação antiviral realizado em Amargosa. A iniciativa teve apoio da vereadora Ana Rita Tavares, de protetores e veterinários voluntários, empresários locais e do laboratório Virbac. Como o poder público municipal só realiza campanhas de vacinação contra a raiva, foi a primeira oportunidade para que os animais ficassem protegidos contra doenças graves, a exemplo da parvovirose, cinomose, leptospirose, hepatite, panleucopenia, calicevirose e rinotraqueíte.
A comerciante Ana dos Santos, 40, levou o gatinho Tom para se vacinar e ficou feliz por ter feito mais um ato de amor e compaixão para um animal que estava abandonado na cidade. “Um rapaz que vive drogado nas ruas estava esfaqueando Tom, quando meu marido interviu e levamos ele para casa. Isso aconteceu em setembro, mas hoje ele está bem, apesar da cicatriz que tem nas costas. Não sei o porque de tanta crueldade contra os animais”, desabafou.
O operário Luciano da Silva, 29, levou ao mutirão o mestiço de pastor, Bethoven. Ele elogiou a iniciativa de se vacinar os animais contra doenças além da raiva e criticou a falta de políticas públicas neste sentido por parte do poder público municipal. “É o tipo de iniciativa que a prefeitura deveria ter, para que a gente não dependa de um mutirão realizado por pessoas de fora da cidade. Por isso, parabenizo ao Grampa pela união”.
Para Ana Rita Tavares, a falta de campanhas de vacinação que não se resumam ao combate contra a raiva reflete o pouco interesse dos poderes públicos com relação à saúde dos animais em todo o País. “As autoridades só vêem os bichos como vetores de doenças para os seres humanos. Por isso, se preocupam apenas com as zoonoses. Também é obrigação das prefeituras promover campanhas de vacinação antiviral que protejam os animais de doenças tão graves quanto a raiva”, critica.
Como foram disponibilizadas 300 vacinas para o mutirão de vacinação, outros 182 animais, entre cães e gatos, ainda serão vacinados em Amargosa, nos próximos dias, sob responsabilidade do Grampa.

Cães e gato terão passaporte

A partir de agora, donos de cães e gatos poderão optar qual documento desejam levar quando forem viajar com seus animais de estimação. Podem escolher continuar usando o certificado sanitário internacional e atestado de saúde do animal, que até então era o único e obrigatório documento para trânsito de cães e gatos, ou podem emitir o passaporte do pet.
As regras para a emissão do passaporte brasileiro para cães e gatos foram publicadas na edição desta sexta-feira (22) do Diário Oficial da União. O documento já havia sido criado em março de 2010, mas ainda era preciso revisão e definir alguns detalhes.
O documento, que terá 36 páginas, será expedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em português, inglês e espanhol. Entre as informações importantes, estarão o nome completo e endereço do proprietário, nome, espécie, raça, sexo, pelagem e data estimada de nascimento do cachorro ou felino, dados de vacinação e exames clínicos fornecidos por um médico veterinário.
Para os casos em que o cão ou gato tiver implantado dispositivo eletrônico de identificação (microchip), o número de identificação eletrônica do animal também deverá ser informado no passaporte.
O passaporte é válido para trânsito no território brasileiro e para todos os países que o reconheça como documento equivalente ao certificado sanitário. É responsabilidade do proprietário do animal verificar, antes da viagem, a aceitação do passaporte e as exigências sanitárias do país de destino do animal.
Para caso de perdas ou extravio do passaporte, o proprietário do animal deverá registrar boletim de ocorrência policial.
Caso o animal mude de dono, deverá ser pedida uma nova versão do documento com a apresentação obrigatória do antigo.
Requisitos
Para terem o passaporte emitido, os cães ou gatos deverão ter pelo menos 90 dias de nascidos e o nascimento deve ter acontecido em território brasileiro, ou o animal ter sido importado definitivamente para o Brasil. É preciso também que ele passe por exames feitos por médico veterinário inscrito que ateste a boa saúde dos animais, e por fim, que o proprietário seja residente no Brasil.
O procedimento deve ser realizado em uma das unidades que serão indicadas em breve no site do MAPA.
Fonte:http://www.tribunadabahia.com.br/2013/11/22/caes-gatos-terao-passaporte
http://www.tribunadabahia.com.br/2013/11/22/caes-gatos-terao-passaporte

sábado, 23 de novembro de 2013

Saudade da Magg

Hoje acordei com a Magg me chamando, como sempre fazia. Ela me acordava como um relógio com seu grunido e se eu não me levantasse logo, então ela latia. Mas hoje foi diferente. Eu acordei e vi que foi um sonho, a Magg não estava lá apesar de ser tão real, era apenas a saudade que sinto da minha cadelinha que foi embora há três dias.
Ontem a noite fui me deitar e lembrava do jeito brincalhão dela deitada ao meu lado fazendo buraco no endredon para se esconder do frio e acho que também para dormir em segurança, longe da Nina. Passava a noite todinha quieta, imóvel e quando eu acordava de manhãzinha, ela estava lá com seus olhos bem abertos me olhando, como quem me esperava acordar. Ficava comovida da sua paciência. Linda cadelinha!
Mas hoje tudo que tenho é o cheiro dela ainda impregnado na casa que ainda insisto em não limpar, porque sei que quando eu realizar a limpeza da casa tudo volta a rotina de tres meses atrás antes dela chegar e bagunçar tudo. A sua caminha continua lá, o travesseiro que fez de cama, o velho edredon e seu cobertor, tudo no mesmo cantinho da sala, tudo tem cheiro da Magg.
Quero acreditar que ela está sendo muito bem tratada, até melhor! Mas é dificil para mim admitir que alguem esteja recebendo a Magg melhor do que eu a recebi. Sei que sim, mas finjo que não, quem sabe ela volte! Que tristeza o apego ! Sei que foi o melhor que podia acontecer para ela, se livrou da Nina e da insegurança que ela causava. Eu deveria me sentir aliviada pelo dever cumprido, afinal a recolhi da rua quando mais precisava, saciei sua fome de comida e água e cuidados e dei muito, muito carinho para aliviar sua dor de cão maltratado, então porque sinto tanta saudade? Ela foi especial !
Acho que a Nina também sente sua falta. Hoje ela teve dois comportamentos diferentes: Primeiro ao voltar de sua caminhada matutina acelerou em querer correr como se estivesse caçando e entramos no condominio onde ela continuava em alerta, acho que estava procurando a Magg entre os carros, como fazia com a Magg e quando chegamos em casa ela fez uma coisa que só a Magg fazia: Se esfregar no forro do sofá. A Magg fazia isto sempre de se espalhar em todo o sofá como marcando território, pronto! A Nina deixava e ficava no chão ou no canto da sala de preferencia na cama da Magg.
Ainda não peguei os contatos da pessoa que adotou a Magg, pois tenho certeza que posso me arrepender e ir buscar a Magg caso ela me diga que a Magg também está sofrendo com a separação. Então estou dando tempo ao tempo. Tudo passa. Este momento de separação vai passar e só depois disso estarei pronta para uma visita.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Despedida da Magg

De tanto oferecer a Magg em doação finalmente aconteceu! Ela partiu!
Dentro de mim um vazio, uma tristeza e também ao mesmo tempo uma esperança de dias melhores para ela.
Tudo aconteceu tão simples. Já não esperava mais. Era apenas pra ser uma conversa de elevador entre vizinhos.
Ocorreu em 19 de novembro, véspera do dia da Consciência Negra, dia 20 de novembro, já passava das 10  da noite.  Coloquei a Magg no banco traseiro, presa no cinto de segurança,  estava quase desistindo da minha tão necessária decisão. Ela ia embora batendo as patas no vidro querendo sair sem entender o que estava fazendo naquele carro com uma pessoa que ela nunca tinha visto antes. Oh Deus! Que aperto no coração! Pedi forças para deixa-la ir embora.Tadinha da minha cachorrinha, meu Deus! Será que estava certo!Sabia que era o melhor pra ela. 
Quando dias antes encontrei com meu vizinho no elevador e em uma conversa de poucos minutos, durante a viagem prédio por dentro e acima, ele se comoveu com a história dela, nos despedimos com a promessa de que ele iria discutir o assunto em família e se a sua esposa aceitasse ele voltaria e levaria a minha Magg
Já se passavam três meses que eu diariamente  procurava entre pessoas conhecidas e de boa índole alguém que pudesse ficar com ela. De fato, eu estava cuidadosamente escolhendo, querendo evitar que qualquer pessoa a levasse, senão já teria me despachado dela de qualquer maneira, não! eu não queria que fosse assim. Por isto, nas minhas orações às vezes com a Magg no meu colo ou deitada ao meu lado no sofá ou na minha cama, eu pedia a Deus que colocasse uma pessoa gentil, bondosa e que gostasse de animais, que fosse cuidadosa, amorosa e de verdade se interessasse  em ser uma Cuidadora para Magg, afinal ela foi resgatada das ruas, onde se encontrava completamente maltratada, ferida, desnutrida com as unhas dando volta e penetrando na patinha, dificultando seu caminhar. Foi a Nina quem encontrou. Era uma noite fria e com garoa. A Nina precisava fazer pelo menos trinta minutos de caminhada para se esticar depois de ficar um dia inteiro no apartamento e sozinha, mesmo cansada eu sabia que não podia me descuidar das minhas obrigações com ela, afinal ser Cuidador de cachorro é ser mãe de cachorro! E por isto me aventurei por volta das 10 horas da noite a sair com ela pela rua para uma breve e necessária caminhada, coisa rara de se fazer a noite e tão tarde, geralmente fazíamos as nossas caminhadas mais cedo, em horário entre o fim do dia e começo da noite, nunca tão tarde. Mas naquele dia meus compromissos se estenderam até tarde. Então partimos, eu cansada mas a Nina?!? hã. aliviada. Seguimos pela Avenida pouco movimentada, devido ao horário e também ao mal tempo. Na volta pelo mesmo caminho de repente a Nina parou, virou-se para um lado e parou de novo, ouviu ou viu alguma coisa se movimentando. De imediato eu também olhei na mesma direção e não vi nada, mas ela insistiu naquela posição, eu não gosto de sair puxando seus 26 kg, é adestrada, sabe que tem que seguir sem ser puxada. Então eu apertei os olhos e vi: Duas orelhas grandes saltando no ar. Pensei que fosse um gato e já ia puxar a Nina para seguirmos, mas olhei melhor e desconfiei: Gato com esta orelha marrom e tão empinada? Não! Era um cachorrinho! estava bem encolhido, parecia doente, tremia muito, mas quando tentamos chegar perto ficou raivoso e ameaçava fugir de nós. Coitado! Também! Com aquela gigante Nina por perto aquilo era uma ameaça para aquele cachorrinho tão pequeno e frágil. Tive uma ideia:  levar a Nina em casa, pegar água e algum petisco e voltar. Dito e feito.
Voltei dei água, petisco e com muito cuidado coloquei uma coleira e tentei puxar, mas o animalzinho bem que tentou me seguir andando, mas estava muito fraco, peguei no colo e levei pra casa. Passou a noite toda na mesma posição. No dia seguinte descobri que na verdade era uma cadelinha! Coloquei-a no carro e levei-a ao veterinário para saber de sua saúde. Estava muito fraca, debilitada, com machucado na cabeça, provavelmente foi um chute. Cruel criatura que chuta um animal tão pequeno! O veterinário a examinou direitinho para saber como estava seus órgãos internos, se estava com xixi ou côcô preso. Não nada disso. Tomou soro, tomou também vermifugo e foi liberada. voltamos para casa. Pronto! 
Não demorou muito para eu perceber outro problema: A Nina! Minha companheira desde quando também foi recolhida por mim aos 4 quatros meses e já se passaram mais de 3 anos sempre juntas eu e ela. E agora? Como conciliar com a chegada da nova cadelinha? A pequena foi ganhando peso e não demorou muito tempo pra começar a disputar território com a Nina em grande desvantagem, claro! Seus 3,5 kg não era páreo para os 26 Kg da Nina. Que problemão! A Nina bem que tentava ser amiga, mas a pequena Magg não confiava nela e nem eu! Era muito arriscado.
O perigo era iminente. O jeito era conseguir uma família para a Magg, esse nome foi um entre tantos que selecionei mas vi que ela gostou deste: MAGG.
Mas ao mesmo tempo que oferecia a MAGG em doação até mesmo em site de animais, crescia o meu afeto por ela. sem perceber eu dava a ela os mesmos mimos que dava para Nina: Roupas, brinquedos, petiscos, banhos em Pet Shop, dormia comigo na cama.
Pois é: três meses se passaram, eu já tinha perdido as esperanças, mesmo pedindo sempre em oração, eu achava que Deus não estava me ouvindo, talvez porque eu estava pedindo demais: uma família boa, equilibrada e que nunca, nunca mesmo maltratasse a Magg por nada. Mesmo ela fizesse xixi no travesseiro de pena de ganso importado e caro, mesmo que ela quebrasse o jarro de cristal da sala. Não! Ela sofreu muito, por ser tão pequena, ela lutou muito para ficar viva. Então! Ah Deus estava ocupado demais com o mundo para ouvir as minhas preces.
Ele não estava descansando. Ele estava providenciando. Ela foi adotada por pessoas que não conheço diretamente mas que meu vizinho conhece, são seus parentes e ele confia e me disse que a Magg terá vida de cadela rainha! Minha Magg?! Oh Deus! Obrigada! E não deixe que seja diferente! Senão, traga-a de volta para mim. Que saudade! Que aperto mora no meu coração!
Minha casa, antes tão pequena para elas, agora esta cheia! cheia! Cheia de vazio!
Eu e a Nina?!
Seguimos nosso caminho!
Boa sorte Magg, porque a sorte bateu na porta desta família que agora te adotou!
Adeus Magg!
Volte Magg se não der certo! Ainda choro de saudade, mas sei que foi melhor assim: Liberdade para Magg, correr, pular, brincar e latir a vontade sem ameaças.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tosou? Linda! Fresca!

Uma vez por ano e somente em dias muito quentes como estes que passamos agora, tomo coragem e faço uma loucura: Tosar a Nina! Uma tosa por completo, de tirar todo o lindo e macio pelo curto, preto e brilhante. Oh que dó!
A Nina não suporta calor, sei disso porque vejo como fica se escondendo em qualquer cantinho, em busca de sombra e se possível com um pouco de umidade. Impossível em dias quentes. Fazer caminhadas?!? ela não vai!
Por isto, toda a beleza do pelo tratado com mascara hidratante, shampoo especial com banhos regulares de 15/15 dias vai "pro beleleu" como dizem lá na minha saudosa terrinha.
Agora sem pelo a Nina se anima, voltar a brincar, pular e até aceita fazer novamente as caminhadas. Mas no segundo dia após a tosa, ainda com marcas visíveis de vermelhidão em todo o couro, resultado provavelmente do contato da lâmina do aparelho de tosa, ela sofreu na aula de adestramento embaixo do sol escaldante em céu aberto às 13:00. Ela ficou muito irritada, se coçava toda e não parava quieta, agitada. Para amenizar eu molhava toda ela na esperança vã de aliviar o stress. coitada! Teve que aguentar, afinal o local de treino é um pouco longe de casa, pra voltar.
Lá alguém passou a seguinte dica: Em caso do animal não suportar o calor, molhe as partes internas inferior que ajuda.
No final concluímos o treinamento do dia sem maiores problemas e voltamos para casa, a Nina achou um lugar ideal para descansar de tudo : embaixo da minha cama.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Prefeitura de Salvador amplia castração de animais


foto do jornal
Prevenir doenças, evitar a procriação indesejada e o abandono de animais. Essas são algumas das vantagens que têm contribuído para o aumento da procura por cirurgia de castração de cães e gatos, oferecida gratuitamente pela Prefeitura através do Centro de Controle de Zoonose (CCZ).
Após obras de adequação e a contratação de prestadores, o CCZ reativou o serviço na própria sede, localizada no bairro do Trobogy.
No CCZ, o atendimento será prioritariamente voltado para os animais encaminhados por ONGs, que teve início em setembro.
Para o público geral, a SMS também otimizou o agendamento para castração. Para ter acesso ao serviço, o proprietário do animal deve ligar para o Disque Saúde 160, ou para o Salvador Atende 156, a fim de agendar atendimento junto à Coordenadoria de Saúde Ambiental (Cosam), no CCZ, onde será encaminhado para uma das 27 unidades de saúde distribuídas pela cidade para fazer o cadastro. No agendamento, os interessados devem levar o cartão do SUS e a carteira de vacinação de seu animal.
Para estar apto, o cão ou gato deve ter entre 8 meses e 5 anos de idade, peso acima de 1kg e apresentar boa condição de saúde. Além de cartão de vacinação anti-rábica. Em caso de esterilização de fêmeas, a mesma não pode estar em período gestacional. Depois deste processo o usuário do serviço recebe uma guia para que a cirurgia seja agendada diretamente na Clínica Vida Animal, na Pituba, onde é feito o serviço através de convênio com a Prefeitura.
DATA DA PUBLICAÇÃO: Publicada em 12/11/2013 00:07:00

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Rotina

A minha rotina é muito simples. toda vez que retorno de algum lugar, seja do trabalho, de uma visita, do cabeleleiro, do mercado, em fim, pego as guias e saio para elas se exercitarem um pouco, geralmente dura 30 minutos no minimo os nossos passeios. Elas adoram, ficam mais alegres e se acalmam, o que é muito importante. 
Depois de uma recente crise de ciumes da Magg, poucos dias atrás que provocou uma reação canina e assustadora, ainda que natural da Nina, que simplesmente num passe de mágica, bem embaixo das minhas pernas, ela partiu e agarrou pela boca a Magg que gritava e esperneava, pois tinha metade de seu corpinho de 3 kg ficou sumido dentro do bocarrão da Nina com seus 26 gk. Para resolver esta situação achei uma solução  interessante: FLORAL. Assim toda vez que a Magg começa a latir, porque sempre é a Magg que dá inicio a tudo, eu espirro floral no seu focinho. Ela imediatamente recua e para de latir. Ótimo!
Na farmacia da Cobasi conheci diversos tipos de floral. Legal! Diante da situação optei e comprei o floral para cães agressivos. Tudo que eu preciso para cães corro para a COBASI www.cobasi.com.br
E de novo coloquei a Magg para adoção com relutancia mas adicionei a Magg no site http://www.petpista.com.br/ e também no site http://www.maedecachorro.com.br/ para adoção. Dentro de mim coisas contraditórias, pois sei que é a decisão certa, mas uma parte de mim diz não! Que situação esta minha! A onde eu estava com a cabeça quando deixei estes bichos entrarem na minha vida?! Mudaram a minha rotina mas não sofro com isto, muito pelo contrário : Me sinto tranquila.
A Nina é dócil, meiga, mas desenvolveu bem o seu lado "cão de guarda", por isto que quando a Magg começa a bagunçar, ela imediatamente assume posição de líder da casa.
Nina

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

MAGG & Nina

Pensei que ambas estavam se entendendo. Ontem ao chegar em casa fui logo recebida pela Magg que se ofereceu para receber carinhos, rapidamente a acolhi com sem a presença da Nina que não demorou muito para eu ouvir seus primeiros movimentos vindos do meu quarto e pelo barulho logo percebi que pulava da minha cama em direção ao corredor até que me alcançou. Puxei a grade que as separavaria por alguns minutos enquanto eu dava um pouco de atenção para Nina, em vão,,, a pequena Magg disparou a latir, ignorei, e continuei com a Nina que parecia indiferente aos latidos. Deixei de lado a grade, coloquei as devidas coleiras e partimos. Todos os dias quando chego da rua a minha rotina é assim : Pego guias e sacos para recolher a kaká e partimos. Continuando, chamei o elevador e até aquele momento tudo parecia que estava sob controle. Quando a port se fechou que olhei para baixo já era tarde demais: A Nina tinha as orelhas bem erguidas e o focinho em direção a MAGG, antes que eu tivesse tempo de pensar veio o ataque.
Comecei a gritar junto com a MAGG que tinha metade do corpo dentro do bocarrão da Nina. Não tinha espaço. A porta do elevador fechado e tudo ia para baixo. Os meus gritos e da Magg dentro do elevador alertou outros cachorros do prédio que começão a latir. Só conseguia enxergar a metade do corpinho da pobre Magg estava suspensa no ar, a outra metade sumia na boca da Nina que ainda por cima a segurava com as patas. Foi um cena de horror que se repetia, pois esta era a segunda vez que isto acontecia, da outra vez foi no hall de entrada do prédio. Quando finalmente a Nina soltou vi apenas um leve machucado na orelha, mas a Magg mesmo gritando e agora solta tentou um contra-ataque. Cachorrinha sem noção. Mas tarde percebi que alguma coisa aconteceu na boca dela, pois não conseguia comer, tadinha. Neste final de dia ela dormiu se comida, estava machucada.
A Nina, a minha primeira reação foi bater nela, tive que me controlar, afinal a Magg desafiou. Apenas conduzi a Nina para o castigo e saí para o passeio somente com a Magg. Deixei a Nina "de castigo", isto significa ficar no quarto, mas quando retornei com a Magg a Nina estava bem deitada na sala em cima da cama da Magg. Dominancia total.
A Magg foi submetida a uma cirurgia de castração, aliás um trabalho muito bem feito pela equipe dos futuros veterinários da UNISA - http://www.unisa.br/aunisa/hovet.shtml em parceria com a Prefeitura da Cidade de São Paulo - http://www.capital.sp.gov.br/portalpmsp/homec.jsp. Todo procedimento gratuito.
Percebi que houve uma pequena mudança de comportamento da Nina após a castração da Magg, não sei explicar, mas algo está diferente, não sei se para melhor. Por isto, depois deste horroroso ataque, decidi insistir em encontrar um novo lar para a Magg, sofro muito com isto, mas tenho medo de um ataque grave, o que não me perdoaria. Tem que ser assim. È melhor para a segurança dela. Não é justo recolher da rua e deixa-la em constante situação de risco, afinal ela só tem 3 kg contra 26 kg da Nina, definitivamente não dá.



terça-feira, 5 de novembro de 2013

MAGG

Magg

Era uma quarta-feira, por volta das 22:00, frio quando decidi levar a Nina para passear depois de ficar o dia inteiro e casa, sozinha, coitada. Não era justo eu ir dormir, apesar de um dia corrido, sem dá a ela a chance de se exercitar um pouquinho. Assim saímos para fora do condomínio, já era tarde pra fazer isto, eu sabia disso. A Nina não gosta de passeios a noite na rua, mas era uma maneira de força-la a se exercitar, então partimos.
Na volta pelo mesmo caminho, passamos próximo de uma loja que possui a calçada recuada para permitir estacionamento de carros dos clientes, íamos indo quando de repente a Nina parou e me puxou para aquele espaço do recuo, olhei e vi alguma coisa bem no cantinho baixo da área recuada ao longe e dá calçada pensei que fosse um gato todo encolhido por causa do frio. Mas aquelas olheiras erguidas, pontuda me chamou a atenção. Era um cachorro! então pensei deve ser filhote, de tão pequeno, me aproximei mas fui recebida com rangidos, estava muito assustado, com frio e parecia doente, talvez com alguma dor, de tão encolhido deixava claro que estava com medo e queria que fossemos embora, afinal eramos só ameaça para seu tamanho tão pequeno.
Então sem sucesso de aproximação com a Nina, resolvi ir embora e deixar o pobrezinho em paz. Mas quando cheguei em casa, rapidamente peguei uma vasilha com água, petiscos e voltei. Lá estava ele: Todo encolhido, fui aos poucos me aproximando e servi-lhe primeiro água, depois petiscos, foi aos poucos cedendo a fome e sede, levantou-se com dificuldade, estava muito fraco. Fui tentando guia-lo atraindo com petisco, aceitou mas estava muito fraco para caminhar, criei coragem e carreguei-o. Pronto!
Em casa vi que na verdade era uma fêmea. Ficou dois dias no mesmo lugar, só levantava para beber água e comer, comia de tudo vorazmente e voltava a se deitar.
No dia seguinte levei-a ao veterinário para uma avaliação. Apresentava sinais de violência na cabeça, talvez alguém a tenha chutado, a patinha também estava machucada. Estava debilitada, tomou soro, vermifugo e voltamos para casa. Segundo o veterinário, ela tinha aproximadamente 3 anos e estava pesando 2Kg.
Seu comportamento era notório: Muito raivosa. Ela surtava com qualquer coisa, dava até medo. A Nina partia pra cima dela toda vez que ela tentava rosnava ou tentava me morder.
Ainda tenho muito cuidado com seu temperamento, mas os momentos de surto passou, dois meses com a gente, ela se acalmou e estamos tentando ficar com ela, mas já tentamos doa-la varias vezes, sem sucesso. Foi vacinada contra raiva pela campanha da Prefeitura de São Paulo deste ano de 2013. Informações em http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/. Depois foi castrada também pela parceria da Prefeitura com a UNISA http://www.unisa.br/aunisa/hovet.shtml, agora esta tomando as vacinas V10.
Ela tá linda hoje: