De tanto oferecer a Magg em doação finalmente aconteceu! Ela partiu!
Dentro de mim um vazio, uma tristeza e também ao mesmo tempo uma esperança de dias melhores para ela.
Tudo aconteceu tão simples. Já não esperava mais. Era apenas pra ser uma conversa de elevador entre vizinhos.
Ocorreu em 19 de novembro, véspera do dia da Consciência Negra, dia 20 de novembro, já passava das 10 da noite. Coloquei a Magg no banco traseiro, presa no cinto de segurança, estava quase desistindo da minha tão necessária decisão. Ela ia embora batendo as patas no vidro querendo sair sem entender o que estava fazendo naquele carro com uma pessoa que ela nunca tinha visto antes. Oh Deus! Que aperto no coração! Pedi forças para deixa-la ir embora.Tadinha da minha cachorrinha, meu Deus! Será que estava certo!Sabia que era o melhor pra ela.
Quando dias antes encontrei com meu vizinho no elevador e em uma conversa de poucos minutos, durante a viagem prédio por dentro e acima, ele se comoveu com a história dela, nos despedimos com a promessa de que ele iria discutir o assunto em família e se a sua esposa aceitasse ele voltaria e levaria a minha Magg.
Já se passavam três meses que eu diariamente procurava entre pessoas conhecidas e de boa índole alguém que pudesse ficar com ela. De fato, eu estava cuidadosamente escolhendo, querendo evitar que qualquer pessoa a levasse, senão já teria me despachado dela de qualquer maneira, não! eu não queria que fosse assim. Por isto, nas minhas orações às vezes com a Magg no meu colo ou deitada ao meu lado no sofá ou na minha cama, eu pedia a Deus que colocasse uma pessoa gentil, bondosa e que gostasse de animais, que fosse cuidadosa, amorosa e de verdade se interessasse em ser uma Cuidadora para Magg, afinal ela foi resgatada das ruas, onde se encontrava completamente maltratada, ferida, desnutrida com as unhas dando volta e penetrando na patinha, dificultando seu caminhar. Foi a Nina quem encontrou. Era uma noite fria e com garoa. A Nina precisava fazer pelo menos trinta minutos de caminhada para se esticar depois de ficar um dia inteiro no apartamento e sozinha, mesmo cansada eu sabia que não podia me descuidar das minhas obrigações com ela, afinal ser Cuidador de cachorro é ser mãe de cachorro! E por isto me aventurei por volta das 10 horas da noite a sair com ela pela rua para uma breve e necessária caminhada, coisa rara de se fazer a noite e tão tarde, geralmente fazíamos as nossas caminhadas mais cedo, em horário entre o fim do dia e começo da noite, nunca tão tarde. Mas naquele dia meus compromissos se estenderam até tarde. Então partimos, eu cansada mas a Nina?!? hã. aliviada. Seguimos pela Avenida pouco movimentada, devido ao horário e também ao mal tempo. Na volta pelo mesmo caminho de repente a Nina parou, virou-se para um lado e parou de novo, ouviu ou viu alguma coisa se movimentando. De imediato eu também olhei na mesma direção e não vi nada, mas ela insistiu naquela posição, eu não gosto de sair puxando seus 26 kg, é adestrada, sabe que tem que seguir sem ser puxada. Então eu apertei os olhos e vi: Duas orelhas grandes saltando no ar. Pensei que fosse um gato e já ia puxar a Nina para seguirmos, mas olhei melhor e desconfiei: Gato com esta orelha marrom e tão empinada? Não! Era um cachorrinho! estava bem encolhido, parecia doente, tremia muito, mas quando tentamos chegar perto ficou raivoso e ameaçava fugir de nós. Coitado! Também! Com aquela gigante Nina por perto aquilo era uma ameaça para aquele cachorrinho tão pequeno e frágil. Tive uma ideia: levar a Nina em casa, pegar água e algum petisco e voltar. Dito e feito.
Voltei dei água, petisco e com muito cuidado coloquei uma coleira e tentei puxar, mas o animalzinho bem que tentou me seguir andando, mas estava muito fraco, peguei no colo e levei pra casa. Passou a noite toda na mesma posição. No dia seguinte descobri que na verdade era uma cadelinha! Coloquei-a no carro e levei-a ao veterinário para saber de sua saúde. Estava muito fraca, debilitada, com machucado na cabeça, provavelmente foi um chute. Cruel criatura que chuta um animal tão pequeno! O veterinário a examinou direitinho para saber como estava seus órgãos internos, se estava com xixi ou côcô preso. Não nada disso. Tomou soro, tomou também vermifugo e foi liberada. voltamos para casa. Pronto!
Não demorou muito para eu perceber outro problema: A Nina! Minha companheira desde quando também foi recolhida por mim aos 4 quatros meses e já se passaram mais de 3 anos sempre juntas eu e ela. E agora? Como conciliar com a chegada da nova cadelinha? A pequena foi ganhando peso e não demorou muito tempo pra começar a disputar território com a Nina em grande desvantagem, claro! Seus 3,5 kg não era páreo para os 26 Kg da Nina. Que problemão! A Nina bem que tentava ser amiga, mas a pequena Magg não confiava nela e nem eu! Era muito arriscado.
O perigo era iminente. O jeito era conseguir uma família para a Magg, esse nome foi um entre tantos que selecionei mas vi que ela gostou deste: MAGG.
Mas ao mesmo tempo que oferecia a MAGG em doação até mesmo em site de animais, crescia o meu afeto por ela. sem perceber eu dava a ela os mesmos mimos que dava para Nina: Roupas, brinquedos, petiscos, banhos em Pet Shop, dormia comigo na cama.
Minha casa, antes tão pequena para elas, agora esta cheia! cheia! Cheia de vazio!
Eu e a Nina?!
Seguimos nosso caminho!
Boa sorte Magg, porque a sorte bateu na porta desta família que agora te adotou!
Adeus Magg!
Volte Magg se não der certo! Ainda choro de saudade, mas sei que foi melhor assim: Liberdade para Magg, correr, pular, brincar e latir a vontade sem ameaças.
Dentro de mim um vazio, uma tristeza e também ao mesmo tempo uma esperança de dias melhores para ela.
Tudo aconteceu tão simples. Já não esperava mais. Era apenas pra ser uma conversa de elevador entre vizinhos.
Ocorreu em 19 de novembro, véspera do dia da Consciência Negra, dia 20 de novembro, já passava das 10 da noite. Coloquei a Magg no banco traseiro, presa no cinto de segurança, estava quase desistindo da minha tão necessária decisão. Ela ia embora batendo as patas no vidro querendo sair sem entender o que estava fazendo naquele carro com uma pessoa que ela nunca tinha visto antes. Oh Deus! Que aperto no coração! Pedi forças para deixa-la ir embora.Tadinha da minha cachorrinha, meu Deus! Será que estava certo!Sabia que era o melhor pra ela.
Quando dias antes encontrei com meu vizinho no elevador e em uma conversa de poucos minutos, durante a viagem prédio por dentro e acima, ele se comoveu com a história dela, nos despedimos com a promessa de que ele iria discutir o assunto em família e se a sua esposa aceitasse ele voltaria e levaria a minha Magg.
Já se passavam três meses que eu diariamente procurava entre pessoas conhecidas e de boa índole alguém que pudesse ficar com ela. De fato, eu estava cuidadosamente escolhendo, querendo evitar que qualquer pessoa a levasse, senão já teria me despachado dela de qualquer maneira, não! eu não queria que fosse assim. Por isto, nas minhas orações às vezes com a Magg no meu colo ou deitada ao meu lado no sofá ou na minha cama, eu pedia a Deus que colocasse uma pessoa gentil, bondosa e que gostasse de animais, que fosse cuidadosa, amorosa e de verdade se interessasse em ser uma Cuidadora para Magg, afinal ela foi resgatada das ruas, onde se encontrava completamente maltratada, ferida, desnutrida com as unhas dando volta e penetrando na patinha, dificultando seu caminhar. Foi a Nina quem encontrou. Era uma noite fria e com garoa. A Nina precisava fazer pelo menos trinta minutos de caminhada para se esticar depois de ficar um dia inteiro no apartamento e sozinha, mesmo cansada eu sabia que não podia me descuidar das minhas obrigações com ela, afinal ser Cuidador de cachorro é ser mãe de cachorro! E por isto me aventurei por volta das 10 horas da noite a sair com ela pela rua para uma breve e necessária caminhada, coisa rara de se fazer a noite e tão tarde, geralmente fazíamos as nossas caminhadas mais cedo, em horário entre o fim do dia e começo da noite, nunca tão tarde. Mas naquele dia meus compromissos se estenderam até tarde. Então partimos, eu cansada mas a Nina?!? hã. aliviada. Seguimos pela Avenida pouco movimentada, devido ao horário e também ao mal tempo. Na volta pelo mesmo caminho de repente a Nina parou, virou-se para um lado e parou de novo, ouviu ou viu alguma coisa se movimentando. De imediato eu também olhei na mesma direção e não vi nada, mas ela insistiu naquela posição, eu não gosto de sair puxando seus 26 kg, é adestrada, sabe que tem que seguir sem ser puxada. Então eu apertei os olhos e vi: Duas orelhas grandes saltando no ar. Pensei que fosse um gato e já ia puxar a Nina para seguirmos, mas olhei melhor e desconfiei: Gato com esta orelha marrom e tão empinada? Não! Era um cachorrinho! estava bem encolhido, parecia doente, tremia muito, mas quando tentamos chegar perto ficou raivoso e ameaçava fugir de nós. Coitado! Também! Com aquela gigante Nina por perto aquilo era uma ameaça para aquele cachorrinho tão pequeno e frágil. Tive uma ideia: levar a Nina em casa, pegar água e algum petisco e voltar. Dito e feito.
Voltei dei água, petisco e com muito cuidado coloquei uma coleira e tentei puxar, mas o animalzinho bem que tentou me seguir andando, mas estava muito fraco, peguei no colo e levei pra casa. Passou a noite toda na mesma posição. No dia seguinte descobri que na verdade era uma cadelinha! Coloquei-a no carro e levei-a ao veterinário para saber de sua saúde. Estava muito fraca, debilitada, com machucado na cabeça, provavelmente foi um chute. Cruel criatura que chuta um animal tão pequeno! O veterinário a examinou direitinho para saber como estava seus órgãos internos, se estava com xixi ou côcô preso. Não nada disso. Tomou soro, tomou também vermifugo e foi liberada. voltamos para casa. Pronto!
Não demorou muito para eu perceber outro problema: A Nina! Minha companheira desde quando também foi recolhida por mim aos 4 quatros meses e já se passaram mais de 3 anos sempre juntas eu e ela. E agora? Como conciliar com a chegada da nova cadelinha? A pequena foi ganhando peso e não demorou muito tempo pra começar a disputar território com a Nina em grande desvantagem, claro! Seus 3,5 kg não era páreo para os 26 Kg da Nina. Que problemão! A Nina bem que tentava ser amiga, mas a pequena Magg não confiava nela e nem eu! Era muito arriscado.
O perigo era iminente. O jeito era conseguir uma família para a Magg, esse nome foi um entre tantos que selecionei mas vi que ela gostou deste: MAGG.
Mas ao mesmo tempo que oferecia a MAGG em doação até mesmo em site de animais, crescia o meu afeto por ela. sem perceber eu dava a ela os mesmos mimos que dava para Nina: Roupas, brinquedos, petiscos, banhos em Pet Shop, dormia comigo na cama.
Pois é: três meses se passaram, eu já tinha perdido as esperanças, mesmo pedindo sempre em oração, eu achava que Deus não estava me ouvindo, talvez porque eu estava pedindo demais: uma família boa, equilibrada e que nunca, nunca mesmo maltratasse a Magg por nada. Mesmo ela fizesse xixi no travesseiro de pena de ganso importado e caro, mesmo que ela quebrasse o jarro de cristal da sala. Não! Ela sofreu muito, por ser tão pequena, ela lutou muito para ficar viva. Então! Ah Deus estava ocupado demais com o mundo para ouvir as minhas preces.
Ele não estava descansando. Ele estava providenciando. Ela foi adotada por pessoas que não conheço diretamente mas que meu vizinho conhece, são seus parentes e ele confia e me disse que a Magg terá vida de cadela rainha! Minha Magg?! Oh Deus! Obrigada! E não deixe que seja diferente! Senão, traga-a de volta para mim. Que saudade! Que aperto mora no meu coração!Minha casa, antes tão pequena para elas, agora esta cheia! cheia! Cheia de vazio!
Eu e a Nina?!
Seguimos nosso caminho!
Boa sorte Magg, porque a sorte bateu na porta desta família que agora te adotou!
Adeus Magg!
Volte Magg se não der certo! Ainda choro de saudade, mas sei que foi melhor assim: Liberdade para Magg, correr, pular, brincar e latir a vontade sem ameaças.
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